domingo, novembro 21, 2004
Mito do 10% a funcionamento cortical
Uma sugestão
Fenomenal - "leadership"
by Jim Rohn
If you want to be a leader who attracts quality people, the key is to become a person of quality
yourself. Leadership is the ability to attract someone to the gifts, skills, and opportunities you
offer as an owner, as a manger, as a parent. I call leadership the great challenge of life.
What's important in leadership is refining your skills. All great leaders keep working on
themselves until they become effective. Here are some specifics:
1) Learn to be strong but not rude. It is an extra step you must take to become a powerful,
capable leader with a wide range of reach. Some people mistake rudeness for strength. It's
not even a good substitute.
2) Learn to be kind but not weak. We must not mistake kindness for weakness. Kindness isn't
weak. Kindness is a certain type of strength. We must be kind enough to tell somebody the
truth. We must be kind enough and considerate enough to lay it on the line. We must be kind
enough to tell it like it is and not deal in delusion.
3) Learn to be bold but not a bully. It takes boldness to win the day. To build your influence,
you've got to walk in front of your group. You've got to be willing to take the first arrow,
tackle the first problem, discover the first sign of trouble.
4) You've got to learn to be humble, but not timid. You can't get to the high life by being
timid. Some people mistake timidity for humility. Humility is almost a Godlike word. A
sense of awe. A sense of wonder. An awareness of the human soul and spirit. An
understanding that there is something unique about the human drama versus the rest of life.
Humility is a grasp of the distance between us and the stars, yet having the feeling that we're
part of the stars. So humility is a virtue; but timidity is a disease. Timidity is an affliction. It
can be cured, but it is a problem.
5) Be proud but not arrogant. It takes pride to win the day. It takes pride to build your
ambition. It takes pride in community. It takes pride in cause, in accomplishment. But the
key to becoming a good leader is being proud without being arrogant. In fact I believe the
worst kind of arrogance is arrogance from ignorance. It's when you don't know that you don't
know. Now that kind of arrogance is intolerable. If someone is smart and arrogant, we can
tolerate that. But if someone is ignorant and arrogant, that's just too much to take.
6) Develop humor without folly. That's important for a leader. In leadership, we learn that it's
okay to be witty, but not silly. It's okay to be fun, but not foolish.
Lastly, deal in realities. Deal in truth. Save yourself the agony. Just accept life like it is. Life
is unique. Some people call it tragic, but I'd like to think it's unique. The whole drama of life
is unique. It's fascinating. And I've found that the skills that work well for one leader may not
work at all for another. But the fundamental skills of leadership can be adapted to work well
for just about everyone: at work, in the community, and at home.
O amor pela Sabedoria
Sabendo de antemão que a ignorância é uma dor da qual todos tentamos fugir, a minha consciência obriga-me a ler procurarando um analgésico, analgésico esse que encontra na leitura.
Em concordância com esse objectivo surge este blog que tem um papel fundamental não só para eu aprender com os outros mas também para dar a conhecer determinados temas. Alguns temas esses surgem por uma desmesurada e incompreesnsivel curiosidade; outros por uma mera necessidade.
Assim deixo alguns temas que me têm suscitado algum interesse, em parte devido à necessidade...
Peço desculpa por alguns serem em inglês, mas penso que o conteúdo, por si só, é suficiente para perdoar a falha de não ser na nossa lírica lingua Portuguesa.
Boato
«Boatos: o meio de comunicação mais velho do Mundo»
O boato é um fenómeno que se manifesta particularmente em situações de crise ou de falta de informação.
À partida, o processo de formação de um boato ocorre involuntariamente. O boato origina-se nas primeira trocas de comunicação entre indivíduos. A comunicação estabiliza-se na 6ª
transmissão. O boato não tem feedback. Nunca se consegue chegar junto da fonte que o originou. A fonte aparece com credibilidade mas não se consegue identificar quem é.
• Deverá ser um assunto interessante para um número alargado
de pessoas (morte, paixão, doenças, catástrofes, figuras
públicas, etc.);
• Ambíguo, que possibilite diferentes interpretações.
• Nivelamento;
• Estimulação;
• Assimilação.
À medida que o boato circula vai comportando cada vez menos palavras até atingir uma forma estereotipada em que permaneça inalterado.
Consiste na selecção de um número limitado de pormenores, escolhidos devido ao seu carácter insólito, e consiste, ao mesmo tempo, no exagero desses mesmos pormenores e na sua adaptação ao presente.
Apoia-se nas paixões de quem escuta, ou seja, apresentam-se as coisas como as pessoas estão habituadas a vê-las. A assimilação é feita através da lógica de cada um, dos preconceitos e interesses.
A essência do rumor ou do boato, consiste numa persuasão que nasce da própria actividade de transformação da notícia original feita em função das representações sociais. Lei básica do boato de Allport A quantidade de rumor varia segundo a importância do assunto, multiplicada pela ambiguidade do tema.
Ralph Rosnow
«O boato é uma espécie de hipótese, uma especulação que ajuda as pessoas a darem sentido a uma realidade caótica ou que lhes faculte um ténue sentimento de controlo sobre o mundo
ameaçado.»
Kinnel
«Quanto mais as pessoas se assustam com um boato, mais o apregoam.»
PÚBLICO, MASSA E MULTIDÃO
"É uma grande desgraça não poder estar só"
LA BRYÈRE citado por EDGAR ALAN POE
Em 1840, o escritor norte-americano Edgar Alan Poe publicou um texto, depois
classificado pelos organizadores de suas obras completas como conto filosófico. "O Homem
das Multidões" é narrado por um homem que vai a Londres fazer um tratamento de saúde e se
diverte observando, do saguão do hotel, a multidão que passa na rua.
No começo, o narrador vê apenas uma massa indistinta. Em breve, porém, desce aos
detalhes e consegue ver padrões de roupas, comportamentos, jeitos de andar. Vários públicos
se descortinam à sua frente: escreventes, homens de negócio, advogados, homens de lazer...
À certa altura, um homem chama sua atenção. É um velho entre 60 e 70 anos. Sua
fisionomia apresenta um misto de triunfo, alegria, terror e desespero.
A impressão causada pelo personagem é tão forte, que o narrador passa a segui-lo. O
homem envereda pela rua repleta de gente e, chegando à praça, passa a andar em círculos,
confundindo-se com a multidão. Quando o fluxo diminui, o velho se sente angustiado e procura
outra multidão. A narrativa acompanha durante toda a noite sua busca por agrupamentos
humanos.
No final, o escritor o abandona com um comentário: "Esse velho é o tipo e o gênio do
crime profundo. Recusa estar só. É o homem das multidões. Seria vão segui-lo, pois nada
mais saberei dele, nem de seus atos. O pior coração do mundo é mais espesso do que o
Hortulus Animae e talvez seja uma das grandes misericórdias de Deus o fato de que ele
jamais se deixa ler".
Em "O Homem das Multidões", Edgar Alan Poe antecipou em muitos anos a discussão
sobre a sociedade de massa.
O século XIX viu aparecer um novo tipo de agrupamento humano. Antes a regra eram
pequenas vilas, nas quais todo mundo se conhecia e se relacionava. O processo de
industrialização forçou uma grande quantidade de pessoas a se deslocarem para grandes
centros nos quais as pessoas não se conheciam e não tinham qualquer relacionamento mais
íntimo.
A aglomeração maciça de seres humanos forçou o contato pessoal com pessoas
desconhecidas, muitas das quais permanecerão sempre desconhecidas. Não conhecemos o
homem que nos vende alimentos e a moça do correio é apenas mais uma funcionária postal.
O homem moderno está rodeado de gente, mas é solitário.
Essa nova realidade tornou patente um novo tipo de comportamento, que não era
individual, mas coletivo. Para explicá-los surgiu a psicologia das massas.
Dois pioneiros dessa nova disciplina foram o italiano Scipio Sieghele e o francês
Gustav Le Bom.
Sieghele escreve A Massa Criminosa, no qual analisa os crimes coletivos, como
revoltas e lichamentos, e conclui que não há como indicar culpados. Os que são incriminados
são sempre bodes-expiatórios, pois é sempre impossível determinar um culpado no meio da
multidão.
Sieghele trabalha o conceito de multidão como agrupamento geográfico e resultado de
uma sugestão, como se seus integrantes estivessem sonâmbulos, hipnotizados. Em toda
multidão há condutores e conduzidos, hipnotizadores e hipnotizados. O autor italiano foi um
dos primeiros a perceber a importância dos meios de comunicação de massa nesses novos
tipos de comportamento. Para ele, a imprensa seria uma manipuladora da massa.
Para Gustav Le Bon, a civilização estava em perigo com a emergência das massas.
Os líderes políticos do século XX seriam aqueles capazes de manipular as mesmas através da
mídia (uma profecia acertada, se lembrarmos de Hitler, Mussolini e Getúlio Vargas).
O pensador Gabriel Tarde discordou desse ponto de vista, argumentando que a massa
é geográfica e o publico é formado socialmente. Para ele, a imprensa estava criando públicos,
ao permitir que pessoas distanciadas geograficamente pudessem partilhar idéias.
Os pensadores contemporâneos perceberam a dificuldade em se trabalhar com os
conceitos de multidão e massa de maneira conjunta e resolveram separá-los. Assim, há três
tipos de comportamentos coletivos.
O primeiro deles, e o mais primário, é a multidão. Sua origem é biológica e remonta aos
tempos em que o homem passou a viver em sociedade.
Na multidão, os integrantes são comandados pela ação de ferormônios, hormônios
expelidos pelo corpo, que fazem efeito ao serem percebidos olfativamente.
Todos que estiverem no campo de ação dos ferormônios são contagiados e passam a
agir como uma só pessoa, de forma irracional. É o caso de linchamentos, revoltas e tumultos
em locais repletos de gente. É comum, por exemplo, que em casos de incêndio em casas de
shows morram mais pessoas pisoteadas do que em decorrência do fogo.
A criação de uma multidão passa por quatro estágios.
No primeiro deles, há um acontecimento emocionante (a informação de que um
estuprador foi preso, um trem de subúrbio que deixa de funcionar justamente na hora em que
os trabalhadores voltam para casa).
No segundo, há uma "moedura": os indivíduos se encontram, se chocam, começam a
trocar ferormônios.
No terceiro, surge uma imagem, uma idéia de ação, a exaltação coletiva é direcionada
para um objetivo (lichar o criminoso, quebrar o trem).
Finalmente, no quarto estágio, a multidão, já totalmente dominada pelos ferormônios,
age.
Uma multidão é como um estouro de boiada: é impossível pará-la com a força ou com
a razão. Atirar adianta muito pouco, pois os que estão atrás empurram os que estão na frente,
até chegar aos seus atacantes.
Segundo Flávio Calazans, só há duas maneiras de deter uma multidão: ou dando um
segundo objetivo a ela, ou jogando gás lacrimogêneo.
Os gás impede que as pessoas continuem recebendo os ferormônios umas das outras.
Por outro lado, a irritação nos olhos e a fumaça dão aos integrantes da multidão a impressão
de que estão sozinhos. Um indivíduo só age como multidão se tiver certeza de que está
incógnito. É a certeza de que seus atos individuais não serão percebidos que dá à multidão a
liberdade de agir. É por isso que são comuns as desordem em períodos de blecaute.
Dar um segundo objetivo também é eficiente, pois uma segunda proposta de ação leva
a multidão a pensar, e uma multidão que pensa deixa de ser multidão.
Em uma perspectiva fisiológica, a multidão seria um comportamento coletivo governado
pelo complexo R. Essa primeira camada de nosso cérebro é responsável pela autopreservação.
É aí que nascem nossos mecanismos de agressão e ações instintivas.
O comportamento de massa é uma novidade do século XIX e surge em decorrência do
processo de industrialização e desenvolvimento dos meios de comunicação de massa.
A massa age como multidão, de maneira irracional e manipulável. Mas não há
proximidade física. Não há ferormônios envolvidos.
Nos grandes centros, as pessoas estão isoladas, atomizadas, e a principal influência
acaba sendo os meios de comunicação de massa. É a multidão solitária.
A principal característica da massa é o pseudo-pensamento. A massa acredita que
pensa, mas só repete o que houve nos meios de comunicação de massa. Segundo Luiz
Beltrão, o poder massificante da sociedade é de tal ordem que o indivíduo se recusa a
acreditar que é apenas uma peça da engrenagem social e que suas idéias são idéias que lhe
foram implantadas pela mídia. Ao ser perguntado o porque de suas idéias, o integrante da
massa repetirá exatamente o que ouviu de seu apresentador de TV favorito. Ou então dirá
simplesmente: "É claro que é assim. Você não viu que saiu no jornal?" ou "mas todo mundo
gosta disso, por que você não gosta?"
Fisiologicamente, o comportamento de massa é identificado o complexo límbico, a
camada do cérebro característica de mamíferos e que governa o instinto de rebanho. Assim, a
aspiração máxima do integrante da massa é ser aceito pelos seus pares. Ele fará qualquer
coisa para se adequar e procurará repetir os outros em tudo. É o famoso Maria vai com as
outras.
O comportamento de massa fica claro em pessoas que têm ânsia de andar sempre na
moda. Vestir a roupa do momento é uma forma de não "estar por fora". Claro que quem ditará
o que é moda são os meios de comunicação de massa, que se aproveitam dessa necessidade
de rebanho, de aceitação social, para vender seus produtos e manipular a massa.
Como a massa não pensa, ela precisa de alguém que pense por ela, ela precisa de um
pai, que lhe diga o que fazer. Esse papel já foi exercido por líderes políticos, como Hitler e
Getúlio Vargas. Não é à toa que o ditador brasileiro era chamado de "pai dos pobres". Hoje
quem normalmente exerce essa função são figuras importantes da mídia, tais como
apresentadores de TV. Esse inclusive é um fator potencialmente perigoso da massa. Como
obedece cegamente aos impulsos recebidos pela mídia, a massa pode adotar um tom de
verdadeiro fanatismo contra qualquer um que ouse discordar de seus pontos de vista.
Como a massa não tem consciência de sua situação, ela é feliz, feliz como o gado na
engorda. Não é à toa que Zé Ramalho nos diz, em musica cantada como toada de boi: "Eh!
Oh! Oh! Vida de gado Povo marcado eh! Povo feliz...".
O homem das multidões de Poe era um homem-massa, incapaz de estar só, mas
também incapaz de criar relacionamentos profundos. Sua única aspiração era ser aceito pelo
grupo, mesmo que para isso precisasse sacrificar sua identidade. Poe o abandona dizendo
que de nada adiantaria continuar a segui-los, pois tudo que se poderia saber dele já se sabe.
A massa não tem é oca por dentro. São pessoas de palha, como definiu Ray Bradbury no livro
Fahrenheit 451, referindo-se às pessoas que assistiam à televisão.
A terceira forma de comportamento coletivo é o público. A palavra vem do latim
"publicus", que significa depois da adolescência. Ou seja, público é aquele que alcançou a
maturidade intelectual e psicológica.
A característica do público é ser racional e defender sua individualidade. Enquanto na
multidão, o indivíduo quer ser anônimo, enquanto na massa, quer ser igual aos outros, no
público ele quer ser ele mesmo.
O público não se deixa manipular e seus argumentos são frutos de um raciocínio
interior. O público defende tal ponto de vista porque refletiu sobre ele e chegou à conclusão de
que essa é a melhor idéia, e não porque alguém lhe disse. O comportamento de público é
governado pelo neocórtex, a camada mais recente do cérebro, que controla a linguagem
simbólica, a leitura, o cálculo, a criatividade e a crítica.
Em uma perspectiva junguiana, o público é aquele que passou por um processo de
individuação e tornou-se capaz de tomar decisões sozinhos, sem precisar de um pai que lhe
diga o que fazer.
Da mesma forma que a mídia cria massa, pode também ajudar a criar público. Listas
de discussão e sites como o Digestivo Cultural podem ser espaços privilegiado para que esses
compartilhem idéias e troquem informações. Da mesma forma, programas de televisão e
filmes podem criar uma consciência crítica em seus receptores.
sexta-feira, outubro 29, 2004
A visão
quarta-feira, outubro 06, 2004
Procura-se
segunda-feira, setembro 27, 2004
A Perda de um Medo
O estudo revelou pela primeira vez detalhes das regiões cerebrais mais activas neste processo. Duas áreas estão envolvidas: uma pequena estrutura chamada amígdala, que constitui a chave para aprender o medo e o seu 'esquecimento', e uma região ligada a ela, o córtex pré-frontal, provavelmente essencial para memorizar a perda do medo.
Os pesquisadores submeteram voluntários a uma experiência muito simples: eles observavam num monitor, quadrados amarelos e azuis em diferentes sequências. Em algumas aparições da figura azul, os participantes recebiam um choque aplicado por um eléctrodo.
"Os voluntários aprenderam que essa cor significava um choque em potencial, enquanto o amarelo indicava que a descarga eléctrica não ocorreria", explica o neurocientista brasileiro Mauricio Delgado, pesquisador da Universidade de Nova York. Radicado nos Estados Unidos há 17 anos, Delgado é um dos quatro autores do estudo, publicado em 16 de setembro na revista Neuron.
Antes do teste, foi permitido aos voluntários estabelecer o nível da descarga eléctrica que iriam receber para que fosse apenas desconfortável e não doloroso. Delgado explica que o medo dos quadrados azuis, associado à concretização da experiência indesejada -- o choque recebido em algumas aparições daquela figura -- activava no cérebro dos participantes a área da amígdala.
No mesmo dia em que o medo havia sido adquirido, os voluntários foram submetidos a uma nova sessão de testes -- desta vez, para avaliar como reagiam à extinção do medo. O mesmo exame foi aplicado, mas quando o quadrado azul aparecia, não havia descarga eléctrica. Uma nova sessão de testes sem qualquer choque foi realizada no dia seguinte.
O cérebro dos voluntários foi monitorado durante as sessões por um aparelho de ressonância magnética. O aumento de actividade na amígdala já era esperado pelos pesquisadores, devido ao resultado de estudos anteriores. O que surpreendeu a equipa foi o padrão de activação dessa região nos casos em que a ausência do choque era associada ao quadrado. "A amígdala codificou informações sobre o evento e alterou a resposta quando o novo dado se encontrou disponível e, assim, considerou o seu esquecimento como uma aquisição de conhecimento", afirmam os pesquisadores no artigo.
Segundo os cientistas, a actividade no córtex pré-frontal sugere que ele está associado à assimilação da extinção do medo. "Entender como o medo é adquirido é um passo importante para desenvolver tratamentos para fobias relacionadas a desordens como ansiedade e stress pós-traumático", ressalva Delgado. "No entanto, compreender como os medos são reduzidos pode ser ainda mais precioso."
Os pesquisadores destacam que os resultados podem servir de base para aperfeiçoar um modelo do mecanismo de apreensão do medo e o seu esquecimento, que permitirá avaliar se esse processo funciona da mesma forma em diferentes espécies.
sábado, setembro 25, 2004
Esquizofrenia
Ecstasy
Ecstasy
Nomes de Rua: MDMA, Adam...
Apresentação
Chamada droga de recreio ou droga de desenho, o Ecstasy é uma droga de síntese pertencente à família das fenilaminas. As drogas de síntese são derivados anfetamínicos com uma composição química semelhante à da mescalina (alucinogéneo). Desta forma, o Ecsatsy tem acção alucinogénea, psicadélica e estimulante.
É, geralmente, consumido por via oral, embora possa também ser injectado ou inalado. Surge em forma de pastilhas, comprimidos, barras, cápsulas ou pó. Pode apresentar diversos aspectos, tamanhos e cores, de forma a tornar-se mais atractivo e comercial. Esta variabilidade abrange também a composição das próprias pastilhas, o que faz com que, muitas vezes, os consumidores não saibam exactamente o que estão a tomar.
Existem outras drogas de desenho entre as quais e podem referir o MDA ou o MDE e que apresentam nomes de rua como a pílula do amor, eva, etc.
O Ecstasy actua mediante o aumento da produção e diminuição da reabsorção da serotonina, ao nível do cérebro. A serotonina parece afectar a disposição, o apetite e o sistema que regula a temperatura corporal. Não se conhecem usos terapêuticos para esta substância, embora tenha sido experimentada, antes da sua ilegalização, em contextos de terapia de casal e psicoterapia pelos seus efeitos entactogénicos.
Origem
O MDMA foi descoberto antes das anfetaminas ou dos alucinogéneos. Em 1912, os laboratórios alemães Merck isolaram acidentalmente o MDMA (MetileneDioxoMetaAnfetamina) e em 1914 patentearam-no como inibidor do apetite, o qual não chegou a ser comercializado. Só nos anos 50 é que, com fins experimentais, foi utilizado pela polícia em interrogatórios e em psicoterapia.
Nos anos 60 e 70 conseguiu grande popularidade entre a cultura underground californiana e entre os frequentadores de discotecas, o que levou à sua proibição em 1985. Foi baptizado com o nome de Ecstasy (XTC) pelos vendedores como uma manobra de marketing.
Na Europa, nos finais dos aos 80, o seu consumo aumentou, como se pode verificar, por exemplo, pelo número de pastilhas apreendidas pelas autoridades espanholas: 4.325 em 1989 e 645.000 em 1995. Este alargamento na Europa está também associado à queda do muro de Berlim e ao descontrolo político de alguns dos países do Leste europeu, onde a indústria farmacêutica está fortemente implantada. O Ecstasy foi inicialmente consumido em Ibiza e nos países do mediterrâneo, no contexto da noite e da música electrónica. O consumo espalhou-se, mais tarde, até à Inglaterra e Holanda, onde surge a nova cultura da rave entre os jovens.
Efeitos
Os primeiros efeitos surgem após 20-70 minutos, alcançando a fase de estabilidade em 2 horas. Diz-se que o MDMA pode combinar os efeitos da cannabis (aumento da sensibilidade sensorial e auditiva), os das anfetaminas (excitação e agitação) e ainda com os do álcool (desinibição e sociabilidade). Para além disso, pode oferecer uma forte sensação de amor ao próximo, de vontade de contacto físico e sexual.
O Ecstasy pode provocar uma sensação de intimidade e de proximidade com outras pessoas, aumento da percepção de sensualidade, aumento da capacidade comunicativa, loquacidade, euforia, despreocupação, autoconfiança, expansão da perspectiva mental, incremento da consciência das emoções, diminuição da agressividade ou perda da noção de espaço.
A nível físico pode ocorrer trismo (contracção dos músculos da mandíbula), taquicardia, aumento da pressão sanguínea, secura da boca, diminuição do apetite, dilatação das pupilas, dificuldade em caminhar, reflexos exaltados, vontade de urinar, tremores, transpiração, cãibras ou dores musculares.
Os efeitos desaparecem 4 a 6 horas após o consumo. Podem ocorrer algumas consequências residuais nas 40 horas posteriores ao consumo.
Riscos
A longo prazo, o ecstasy pode provocar cansaço, esgotamento, sonolência, deterioração da personalidade, depressão, ansiedade, ataques de pânico, má disposição, letargia, psicose, dificuldade de concentração, irritação ou insónia. Estas consequências podem ainda ser acompanhadas de arritmias, morte súbita por colapso cardiovascular, acidente cérebro-vascular, hipertermia, hepatotoxicidade ou insuficiência renal aguda.
O consumo de ecstasy e a actividade física intensa (várias horas a dançar) pode provocar desidratação e o aumento da temperatura corporal (pode chegar a 42º C), o que por sua vez pode levar hemorragia interna. A desidratação e a hipertimia têm sido causa de várias mortes em raves. A hipertimia pode ser reconhecida pelos seguintes sinais: parar de transpirar, desorientação, vertigens, dores de cabeça, fadiga, cãibras ou desmaio. Como forma de precaução, aconselha-se a ingestão de água. No entanto, a ingestão excessiva de água pode também ser perigosa (a intoxicação de água pode ser fatal).
É de referir que esta droga é frequentemente falsificada e substâncias como as anfetaminas, a ketamina, o PCP, a cafeína ou medicamentos são vendidos com o nome de ecstasy.
Tolerância e Dependência
O desenvolvimento de tolerância pode ser favorecido pelo uso contínuo do ecstasy. A dependência psicológica pode verificar-se mas não existem dados conclusivos relativamente à dependência física.
Ketamina
Hoje começamos com a Ketamina
Nomes de Rua: K, special K
A K ou special K, como é chamada pelos seus consumidores, é uma droga psicadélica derivada da fenciclidina. Parece deprimir selectivamente a função normal de associação do córtex e tálamo, aumentando a actividade do sistema límbico e produzindo um efeito analgésico e amnésico.
Origem
A ketamina foi produzida em 1965 pelos laboratórios Parke & Davis como um anestésico para uso humano (cirurgias) e, principalmente, veterinário. Foi utilizada no Vietnam para diminuir a dor dos feridos.
Começou a ter funções recreativas nos anos 70, muito associado à cultura Gay, sendo depois integrada nos contextos de festas rave.
Efeitos
Riscos
Pode provocar problemas físicos e mentais profundos, incluindo delírio, amnésia, deterioração da função motora e problemas respiratórios potencialmente mortais.
A ketamina não deve ser misturada com álcool. Por vezes é vendida como ecstay.
Tolerância e Dependência
Esta substância cria tolerância. Não produz dependência física mas tem um ligeiro potencial para criar dependência psicológica.
sexta-feira, setembro 17, 2004
Saber viver com as Alergias
É uma reacção anormal da pele, olhos ou outra parte do corpo, provocada pelo contacto entre o organismo e uma substância estranha habitualmente inofensiva, chamada alergeno. Esta reacção surge apenas num segundo ou posterior contacto.
Como se manifestam as alergias?
Pode apresentar vários sintomas e sinais, em conjunto ou isolados. Os órgãos mais afectados e so sintomas mais frequentes são:
- Aparelho digestivo: diarreia, edema da glote;
- Pele: urticária, eczema;
- Aparelho respiratório: asma, rinite;
- Olhos: conjuntivite, eczema nas pálpebras.
Quem pode sofrer de alergias?
Todas as pessoas podem sofrer de alergias. No entanto, filhos de pais com alergias têm maior probabilidade para desenvolverem reacções alérgicas.
Quais são os principais alergenos?
- Ambientais: ácaros, pó de casa, pólen, pêlos de animais, bolores, fumos, gases;
- Alimentares: proteínas do leite, peixe, marisco, ovo, frutos secos;
- Medicamentos: penicilina, ácido acetilsalicílico e outros.
Os indivíduos alérgicos podem ainda reagir a alguns estímulos irritantes tais como: poluentes ( fumo do tabaco, poluição atmosférica), mudanças climatéricas, humidade, exposição industrial e ocupacional e medicamentos.
Como tratar as alergias?
Há medicamentos que aliviam os sintomas e podem prevenir o aparecimentos das reacções.
Na pele além do tratamento com medicamentos recomenda-se para o banhos, produtos emolientes e sem sabão, que não sequem a pele, aplicação de cremes e loções após o banho que mantenham a pele hidratada e que aliviem a comichão.
Há ainda um tratamento específico destinado a reduzir a intensidade da reacção alérgica ou anulá-la. este tratamento faz-se com doses pequenas do próprio alergeno e chama-se imunoterapia.
O que podes fazer para prevenir as alergias?
Evitar o contacto com os alergenos.
Em casa:
- No quarto: não deve ser húmido, mas arejado frequentemente; o chão deve ser fácil de lavar e não deve ter tapetes ou alcatifas que acumulam pó e ácaros; o colchão deve ser aspirado regularmente; preferir cobertores e edredons sintéticos; utilizar coberturas antiácaros; lavar regularmente e a altas temperaturas (+ de 55ºC.) a roupa da cama; não fumar;
- No resto da casa: aspirar com frequência e mantê-la isenta de pó; não ter animais se lhes for alérgico; as janelas devem ser mantidas fechadas na época da polinização;
Em viagem: se fores alérgico ao pólen mantém as janelas do carro fechadas;
Na alimentação: não ingiras nenhum do alimentos a que és alérgico.
Em relação às crianças:
- Sempre que possível, nos primeiros seis meses de vida, as crianças devem ser alimentadas com o leite materno;
- A introdução de novos alimentos deve ser gradual, conforme as instruções do médico;
- Os alimentos mais alergénicos são: leite de vaca, alguns tipos de carne e peixe, chocolate, citrinos, morangos, frutos secos, etc.
(anf - Associação Nacional das Farmácias)
terça-feira, agosto 31, 2004
Déjà vu?
segunda-feira, agosto 30, 2004
Ciclo Menstrual
- Estimula o crescimento das paredes interiores do útero.
- Estimula receptores na glândula pituitária.
Assim que um nível suficiente de estradiol é alcançado, a glândula pituitária é estimulada a libertar LH (luteinizing hormone). Esta hormona irá causar a ocorrência da ovulação (Dia 9).
A ovulação ocorre e a LH provoca a libertação do óvulo que se dirigirá para as trompas de falópio. A partir desde momento, se o esperma se encontrar com o óvulo a mulher terá a probabilidade de ficar grávida (Dia 12).
A LH continua a sua influência e o folículo agora vazio transforma-se em corpus luteum que começa a secretar estradiol e progesterona, substâncias estas que serão importantes na formação do útero para a sua nova tarefa: a construção de condições para receber o óvulo, aumentando o volume das paredes e formando uma textura adequada para a recepção e captagem do óvulo, que poderá já estar fecundado ou fecundado durante este processo de captagem.
Se não ocorrer fecundação os níveis de progesterona começarão a decrescer e os vasos sanguíneos das paredes do útero começaram a contrair-se dando início à menstruação (dia 26 em média). Finalizado isto o ciclo tem o seu fim e está pronto a começar-se outro.
A linha verde representa a fertilidade da mulher.
Artigo baseado em: Carlson. Neil R., NeuroScience Animations For Foundations of Physiological, Fifth Edition
Contracepção de Emergência
A pílula do dia seguinte, como muitos a conhecem, contém altas doses de estrogénio e progesterona e tem que ser tomada, preferencialmente nas primeiras 12 horas após a relação sexual não protegida, até 72 horas (3 dias) no máximo. A toma desta pílula específica pode prevenir com eficácia e segurança uma gravidez não desejada. No entanto a sua eficácia é tanto maior quanto mais rápida for tomada.
- Pode impedir ou atrasar a ovulação;
- Pode impedir a fecundação/ fertilização (encontro do óvulo com o espermatozóide);
- Pode impedir a implantação do óvulo na parede do útero (nidação), isto é, o início a gravidez.
Mas, em relação aos diversos mecanismos de acção, aquele mecanismo que cientificamente está comprovado e actua é o primeiro, ou seja, não chega a dar-se a fecundação.
A pílula do dia seguinte pode provocar, em algumas mulheres, efeitos secundários, tais como:
- náusea e vómito;
- tonturas, fadiga, cefaleia (dores de cabeça);
- dores abdominais inferiores;
- tensão mamária;
- atraso na menstruação;
Se vomitar nas primeiras 3 horas, é provável que a absorção do medicamento não tenha sido feita pelo organismo, sendo assim deve-se repetir a mesma dose de medicação.
A contracepção de emergência deve ser usada como recurso excepcional, uma vez que:
- Não previne a ocorrência de uma gravidez em qualquer situação, como tal após a utilização da contracepção de emergência deve-se utilizar um método contraceptivo de barreira (preservativo, espermicida...) em cada relação sexual até ao próximo período menstrual;
- A administração desta pílula durante o mesmo ciclo menstrual contribui para uma sobrecarga hormonal com possíveis alterações graves no ciclo menstrual;
- Não pode interromper uma gravidez;
- Não protege contra a SIDA e outras Doenças Sexualmente Transmitidas (DST).
Também não é recomendável recorrer à contracepção de emergência regularmente, tanto pelos efeitos secundários que pode provocar nalgumas raparigas, quanto pela cada vez menor eficácia contraceptiva em relação a outros métodos contraceptivos.
Após a administração desta pílula, o fluxo menstrual aparece na data prevista e com uma abundância normal; no entanto, poderá surgir alguns dias antes ou depois do esperado. Se surgir um fluxo anormal no dia esperado a menstruação ou se esta tiver mais do que 5 dias atrasada, é aconselhável fazer um teste de gravidez.
Para mais informações:
domingo, agosto 29, 2004
Arco Reflexo
Temos como exemplo o braço mas no entanto qualquer parte do corpo pode ser aplicada a este esquema.
Tomando como situação o levantar de uma panela para colocar de cima de uma mesa. Se pegarmos na panela quente sem termos noção da sua temperatura os receptores térmicos presentes nas nossas mãos enviam um sinal via neurónio sensorial, mas no entanto dada a gravidade da situação se ele for ao cérebro corremos o risco de uma queimadura profunda, e é aqui que entra mais uma vez a inteligência corporal a nível fisiológico. O neurónio faz sinapse (comunicação) com um neurónio motor a nível da espinal medula por meio de um neurónio de associação, neurónio motor que processa imediatamente informação para os músculos de forma a que estes actuem para evitar danos, durante este processo o neurónio envia para o cérebro a informação que transmitiu ao neurónio motor, e dada a velocidade de cada uma das vias a reacção inconsciente é mais rápida que a racional.
No entanto é possível inibir este reflexo se tivermos conhecimento da temperatura da panela e formos obrigados a colocá-la de cima da mesa. Já que a este arco encontra-se ligada uma via que vem do cérebro e é capaz de inibir a resposta motora imediata. É nestas situações que "estamos à rasca" para largar algo que nos está a provocar danos mas no entanto temos de realizar até ao fim. Em caso de lesão deste tipo de vias, quer hiper ou hipo excitação o sujeito pode apresentar reflexos completamente descontrolados ou nenhum reflexo mesmo que estimulado.
Existem vários testes para testar os reflexos que poderão ser apresentados um dia num post, reflexos esses que podem ser elaborados alguns por amadores, de maneira a identificares estes reflexos inatos e outros apenas por especialistas. Como exemplo fica o reflexo do tendão patelar, mais conhecido pela "pancada no joelho" que provoca uma reacção da perna impossível de controlar por mais esforço que se faça.